
Admito desde já ser fã incondicional de H. José, desde os tempos do "Saca Rolhas" e "Super-Homem"! Faz agora, portanto...bom, dito isto, serei suspeito em tudo o que a seguir escrever. Mas é a minha opinião!
Profissionalmente cruzei-me várias vezes com ele e de todas elas ficou a ideia de ser uma pessoa inteligente, culta e agradável.
De tantos e bons projectos que liderou, quero destacar hoje um dos que mais me fez sorrir. Refiro-me à Roda da Sorte. Era transmitido a horas "impróprias", tipo chá das 5, mas recordo-me de apontar um disco e vir a correr à sala de estar da rádio onde na altura apresentava programas para seguir o mais possível o programa. Eram 25 minutos de total entretenimento!
Na verdade, admito que no final não me recordava quem tinha ganho o concurso nem qual tinha sido o puzzle vencedor. Aliás, acredito que muitos dos concorrentes participassem em "piloto-automático", tal eram as suas expressões ao ganharem ou serem chamados à atenção por ser a sua vez.
Por isso, por tudo isso, franzi o sobrolho quando soube do regresso do formato. Ainda mais quando me apercebi da, para mim, principal alteração feita no programa.
Não teria voz off, e isso a meu ver representava 50% do programa dos anos 80, a cargo de Cândido Mota.
E, honestamente digo, não quis ver! Não queria perder a imagem que tinha daquele espaço de pura diversão. Não achava que ele conseguisse fazer esquecer a outra Roda, não queria arriscar uma decepção. E não vi...até hoje, por total e completa coincidência.
Esperava eu por aquele que viria a ser um pesadelo no meu serão televisivo, quando fazendo o irresistível zapping me apareceu o Herman e a sua Roda da Sorte. O primeiro impulso foi mudar de canal, mas depois, e porque acredito na genialidade, não o fiz e fiquei a ver.
Como escreveu Fernando Pessoa, em relação a um refrigerante, primeiro estranha-se depois entranha-se! Comecei a ver sem "fé" e quando dei por mim estava à gargalhada.
Diverti-me como há muito a tv não mo permitia e fiquei com a certeza ainda mais defenida de que quem sabe na verdade nunca esquece e que o "verdadeiro artista" ainda se chama Herman José! Parabéns!!